Corredores

Imagine o lugar onde você mora 500 anos atrás. Quantas árvores você vê? Quantas espécies de animais povoam esse lugar? Como é a paisagem, o solo, a água, o ar, o clima, os sons? Agora reduza a 7% tudo o que sua mente criou: é o que sobrou da Mata Atlântica! E isso espalhado em pequenas áreas isoladas de florestas, o que dificulta o trânsito das espécies, suas trocas genéticas e, assim, a sua sobrevivência.

Por que se preocupar com isso? Por que conservar a Mata Atlântica? Para que precisamos da biodiversidade? Cada espécie tem sua função no planeta e sua posição na cadeia alimentar. O desaparecimento de uma espécie quebra esse elo harmônico e traz prejuízo a vários serviços ambientais: polinização, controle de pragas e vetores de doenças, ciclo de nutrientes (água, nitrogênio, carbono), contenção de encostas, equilíbrio da temperatura e umidade do ar, entre outros.

O Corredor de Biodiversidade é uma forma de recuperar e religar os fragmentos de florestas; uma tentativa de evitar a perda de riquezas naturais insubstituíveis, que o tempo não irá repor sem nossa ajuda. O Corredor é composto por uma espécie de colcha de retalhos de áreas ambientalmente sustentáveis: parques, reservas públicas ou privadas, terras indígenas, propriedades com sistemas agroflorestais ou ecoturismo e até cidades.

O Corredor de Biodiversidade é um mosaico de usos e ocupação da terra. Ele integra parques e reservas, áreas de cultivo e pastagem, centros urbanos e atividades industriais, responsabilizando todos os cidadãos pela conservação da natureza. O objetivo é re-conectar os fragmentos de floresta, que garantem a sobrevivência das espécies, o equilíbrio dos ecossistemas e o bem estar humano.

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica trabalha, no Brasil, em 03 corredores de biodiversidade: Corredor Central da Mata Atlântica, Corredor do Nordeste e Corredor da Serra do Mar. Saiba mais sobre cada um deles navegando no menu ao lado.